
Movimento Brasil Popular reúne em documento 13 afirmações em diálogo com o Plano Lula de Governo, para qualificar o debate junto ao Campo Democrático e Popular. Foto: Paulo Pinto
O Brasil vive, em 2026, um momento decisivo. Nas urnas, o país vai decidir se segue acumulando forças para a construção de uma nação justa, democrática e soberana ou se recua diante das forças antipopulares, antidemocráticas e antinacionais que insistem em usar o Estado a serviço das forças neoliberais. Não se trata de uma eleição como outra qualquer: trata-se de saber se o Brasil continuará sendo reconstruído na perspectiva da inclusão do povo no orçamento público, tirando o país do Mapa da Fome. Orientado por políticas públicas voltadas ao cuidado das pessoas, estimulando uma nova política industrial e um plano de transição ecológica à altura dos desafios do país a longo prazo.
É por isso que o governo Lula precisa de mais quatro anos: não para administrar o que já foi feito, mas para aprofundar essa reconstrução e dar o passo seguinte, decisivo, que é incluir o povo também na política, combinando políticas públicas com participação social e afirmando o protagonismo popular. O povo não pode permanecer como “beneficiário” de programas, mas deve ser elevado à condição de sujeito protagonista da construção da nação. Este é o caminho para construirmos a maioria social necessária para viabilizarmos as reformas democráticas e populares que nosso país necessita.
Nos anos 1970, quando na Vila Euclides novos personagens entraram em cena e mudaram para sempre a história política do país, a Campanha Lula Presidente volta a esse território histórico da luta sindical e popular. Nele emergiram novamente as vozes da classe trabalhadora que exigem o fim da escala 6×1; a voz das mulheres que sustentam, com as próprias mãos, as cozinhas solidárias que alimentam o povo pobre; a voz das comunidades tradicionais e dos povos indígenas que reivindicam, enfim, o direito à terra, ao território e à existência.
Diante desse contexto, o Movimento Brasil Popular reúne, neste documento, 13 afirmações em diálogo com o Plano Lula de Governo, para qualificar o debate junto ao Campo Democrático e Popular. Este documento não almeja ser um programa completo e definitivo, mas uma contribuição política sintética, vinculada ao momento eleitoral e à correlação de forças existente. Cada um dos 13 pontos é introduzido por uma concepção em torno de cada eixo, que se desdobram em propostas concretas.
O critério para a inclusão da propostas foi estabelecido a partir de dois objetivos: 1) Acumular forças para os movimentos populares fortalecendo a organização social, a participação popular, a formação política, a mobilização e a capacidade de intervenção dos territórios; 2) Acumular forças para o campo democrático e popular, criando condições para avanços institucionais, construção de maiorias sociais e implementação de um Projeto Popular para o Brasil.

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