
Manifesto Nacional do 8 de Março de 2026, construído com centenas de organizações de todo o Brasil. Confira se o seu movimento já aderiu clicando aqui.
Em 8 de março de 1917, mulheres trabalhadoras saíram às ruas na Rússia contra a fome, a guerra e a exploração. Inspiradas pelas feministas socialistas, colocaram a sobrevivência e a dignidade no centro da luta política e mostraram que, quando nos organizamos, somos capazes de transformar a história.
Em 2026, seguimos mobilizadas com um feminismo internacionalista, antifascista, antirracista e anti-imperialista. Denunciamos a ofensiva dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe, o bloqueio a Cuba, as ameaças à Venezuela e todas as formas de dominação que aprofundam a fome e a exploração capitalista patriarcal e racista. As Big Techs e o complexo industrial militar atuam como instrumentos desse projeto que ataca a soberania dos povos e fortalece a extrema direita, o racismo e a misoginia.
No Brasil, a violência continua ceifando vidas, sobretudo de mulheres negras. Em 2025, das 1.470 mulheres assassinadas, a maioria era negra. Exigimos mais recursos para políticas de enfrentamento à violência e às desigualdades. Denunciamos o racismo estrutural, a violência policial, a intolerância religiosa e as opressões que atingem mulheres negras, indígenas, quilombolas, LBT, com deficiência, mães solo, jovens e idosas.
Defendemos justiça reprodutiva com aborto seguro, legal e gratuito; redução da jornada sem redução salarial; reconhecimento e socialização do trabalho de cuidados, com a implementação da Lei nº 15.069/2024 da Política Nacional de Cuidados. O fim da escala 6×1 é urgente: esse modelo adoece e rouba o tempo de viver!
Reafirmamos a reforma agrária popular, a agroecologia e a soberania alimentar. Denunciamos o agronegócio predatório e o uso de agrotóxicos que envenenam corpos e territórios. Defender a democracia, a soberania e a justiça social é parte inseparável da luta pela vida das mulheres.
Pela vida de todas as mulheres: contra a fome, pela legalização do aborto, por trabalho digno, pelo reconhecimento do cuidado e pelo Bem Viver! Pela autodeterminação dos povos, pela paz, pela democracia no Brasil, na América Latina e no Caribe! Por soberania, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, pelo fim da escala 6×1, pelo fim da violência e contra a precarização da vida das mulheres! Nossa resposta é organização, unidade e luta feminista!

